sábado, 11 de junho de 2011

Domingo Cultural VI



       A sexta edição do Domingo Cultural  ocorrida no dia 29 de maio girou em torno da celebração da luta antimanicomial, trazendo para o espaço da Unidade um público diferenciado das edições anteriores. Em função do I Encontro baiano de estudantes antimanicomiais, um grupo com cerca de trinta alunos de Psicologia esteve presente, contribuindo com sua animação para marcar um espaço de interlocução que vai para além dos usuários e do território ao redor, vai para a população que acredita na importância do tema e da luta sustentada pela Reforma Psiquiátrica.  Em função do envolvimento das várias atividades acontecendo na cidade celebrando o tema, os sujeitos da grade de atrações originalmente planejada foram cambiados, abrindo espaço para que o imprevisto oferecesse ótimas surpresas.
     Enquanto acontecia um bazar cuja renda foi revertida para aquisição de material para realização de oficinas, o ator Zé Carlos realizou um pocket show inspirado num texto de Fernando Pessoa que ressignificou as possibilidades de explorar o tema do isolamento humano. Sua apresentação foi entusiasticamente aplaudida pelo público. Em seguida, duas atrações musicais puseram ritmo na celebração. Inicialmente o Bando de Águas Claras trouxe o seu forró de forma que o público presente rapidamente começou a dançar com movimentos que em nada deixaram a desejar às quadrilhas juninas. Logo após, a Flores da Massa, anunciada como banda de Reggae, mostrou sua versatilidade com canções de Raul Seixas, Legião Urbana, Bob Dylan e Pink Floyd. Só depois de desconstruir a expectativa inicial a banda partiu para o ritmo jamaicano – vale destacar a presença maciça de usuários nas apresentações das duas bandas, explicitando como a música pode ser um forte fator de integração na reinserção de sujeitos que até pouco tempo não tinham espaço para fazer com que suas vozes fossem escutadas.
 Tom Valença.
























Fotos: Tom Valença

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O CAPS Gey Espinheira na Parada do Orgulho Louco



Em 21/05/11, numa manhã de sábado no bairro da Barra, a 4◦ Parada do Orgulho  Louco transcorreu  com a adesão de cerca de mil e quinhentas pessoas. O céu carregado de nuvens não chegou a desaguar de forma intensa no trajeto compreendido entre o Cristo e o Farol o que facilitou a adesão dos transeuntes à Parada, em grande parte organizada por usuários de serviços de saúde mental em luta pela efetivação da Reforma Psiquiátrica – vale ressaltar a presença fundamental do Coletivo antimanicomial da Bahia na articulação do evento. Palhaços, malabaristas, menestréis e dançarinas realizaram diferentes manifestações de apoio ao movimento antimanicomial, ao lado de funcionários de vários CAPS e outros serviços de Saúde Mental, tendo como trilha sonora as músicas de Raul Seixas tocadas pela  banda Sombra Sonora, que usou como palco um Trio Elétrico. Integrantes da equipe do Gey Espinheira acompanhando alguns usuários do serviço estiveram presentes na Parada. Estes usuários, depois do estranhamento inicial em relação à multidão, se sentiram acolhidos pelo movimento de pessoas cantando, dançando e celebrando a possibilidade de dar voz aos que até algum tempo atrás não tinham espaço para veicular suas vozes. Nesse sentido, um dos bordões “raulseixistas” mais entoados pela galera foi: “sonho que se sonha só/ é só um sonho que se sonha só/ mas sonho que se sonha junto é realidade!”.

Tom Valença

 













Fotos: Alessandra Tranquilli/ Fernando Costa


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Domingo Cultural VI


Domingo Cultural VI
      Estamos chegando à sexta edição do Domingo Cultural no mês de maio que é quando se comemora a luta antimanicomial. No dia 29 de maio, a partir das 14hs, comemoraremos esta luta emblemática que sintetiza um dos objetivos que o CAPS Gey Espinheira se propõe a atingir: melhorar a qualidade de vida dos usuários  e das pessoas em seu entorno, fazendo com que suas vozes sejam socialmente escutadas. Assim, estamos contentes em poder apresentar seja na linguagem  teatral, poética ou musical, o trabalho de pessoas que até pouco tempo, estavam condenadas a mordaça do silêncio.
     Iniciaremos a programação apresentando um pequeno número teatral dos Insênicos, grupo formado por usuários de diversos  CAPS que compõem a rede de Saúde Mental de Salvador e por membros da Associação Metamorfose Ambulante de Usuários e Familiares dos Serviços de Saúde Mental (AMEA). Com humor, os Insênicos encenam dificuldades do seu cotidiano e seu modo peculiar para resolvê-las. Num segundo momento, a voz dos usuários dos serviços de Saúde Mental ecoará palavras que rimam, muitas vezes fazendo da tragédia, comédia, por intermédio de Sérgio Pinho, poeta, também representante da AMEA. Para fechar a tarde, a banda Flores da Massa, cuja base operacional  é o Hospital Juliano Moreira, vai tocar seu Reggae para relaxar os que trouxerem as tensões acumuladas no cotidiano.
     Paralelamente a estas atividades, ocorrerá um bazar cuja renda será revertida em material para a realização das oficinas do serviço.  O CAPS Gey Espinheira fica na Estrada Velha de Campinas, n61, Pirajá.

Outros contatos:
Fone: (71) 9264-4969

 Aguardamos vocês!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Domingo Cultural V


     A quinta edição do Domingo Cultural ocorreu no dia 17 de abril tendo as artes circenses como atração central. Levando em conta o fluxo constante de crianças para participar desta atividade dominical mensal – e mesmo para usufruir de outras atividades lúdicas ofertadas no Serviço, como jogar futebol e frequentar a sala de convivências -, foi elaborada uma programação onde o público infantil fosse privilegiado.
     Desse modo, foram convidadas palhaças, acrobatas, contorcionistas e malabaristas para colorir a tarde e o resultado se traduziu em muitos sorrisos e aplausos. Contamos com três clowns do Duo de 3, que inclusive saíram a rua com alguns funcionários da Unidade chamando o público para participar do evento com muito humor. Também estiveram presentes alunos da Escola Picolino de Artes e Circo, mostrando um profissionalismo precoce nos seus malabarismos e acrobacias. Esta trupe foi acompanhada por uma banda que criou uma trilha sonora bastante empolgante. Também artistas da própria comunidade de São Caetano estiveram representados pelo Bahia Ginga que ofertou uma bela exibição de Maculelê - esta última performance mostrou que a agilidade dos integrantes do grupo é muito próxima da agilidade dos artistas do circo.
    Esse foi um momento em que o circo esteve onde o povo está, fazendo uma tarde de domingo ser inesquecível para alguns presentes que  conheciam as artes circenses apenas pela televisão. O Gey Espinheira agradece a participação e se compromete a continuar com sua missão de levar Saúde Mental onde o povo está.
 
Tom Valença












































Fotos: Tom Valença, Raoní Oliveira e Silverino Araújo